26 de out de 2015

(Resenha) Claros Sinais de Loucura

Olá, leitores.
Como vão?


Espero que bem, e que tenham andado lendo muito, que é o que estou tentando fazer, por isso, sim, terminei Claros Sinais de Loucura, para poder resenhá-lo para vocês.

Como de costume: sinopse, resenha, seguida da opinião do livro.

Vamos lá?

(Sinopse) Claros Sinais de Loucura:



"(...) é melhor pensar em como as coisas realmente são, e não em como elas deveriam ser, mas nem sempre dá pra controlar a imaginação."

Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesmo claros sinais de que está ficando louca.

Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai, professor, tornou-se alcoólatra. Fugindo da notoriedade do crime, ele e Sarah já se mudaram de diversas cidades, e a menina jamais se sentiu em casa em nenhuma delas.

Com a chegada do verão em que completa doze anos, Sarah está cada vez mais apreensiva. Sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, já se acha grande demais para passar as férias na casa dos avós, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa porque seu primeiro beijo de língua ainda não aconteceu. Mas a vida não pode ser só preocupações, e entre uma descoberta e outra, pouco a pouco, Sarah vai perceber que seu verão tem tudo para ser muito mais. Bem como seu futuro.

(Resenha) Claros Sinais de Loucura:




"Quando quase não tem amigos nenhum,
melhor é algo relativo."

Sarah Nelson, está prestes a completar doze
anos, e entrar para o seu sétimo ano da escola, e isso está a deixando cada vez mais preocupada, já que todos os sétimos anos da escola em que estuda fazem uma árvore genealógica de suas respectivas famílias, e é exatamente isso que mais preocupa Sarah. Ela não quer que tudo volte a tona, ao descobrirem quem é sua mãe. Que a mulher que, há mais de dez anos, foi considerada mentalmente insana e internada em um hospital psiquiátrico por tentar matar seus filhos, que na época tinham apenas dois anos, e Sarah era um desses filhos, e o outro? Era Simon, seu irmão gêmeo que, infelizmente sua mãe conseguiu matar.

Como se não bastasse a falta dos momentos mãe e filha que Sarah sente, mesmo sem nunca ter tido, o seu pai, Tom, se tornou alcoólatra depois de tudo, já que também foi considerado "culpado", por deixar seus filhos, Sarah e Simon, sozinhos com Jane, sua mulher (na época, já que se divorciaram).

O verão está prestes a chegar, e Sarah, pelo menos uma vez, queria não ter que ir para a casa de seus avós, onde sempre fazem as mesmas coisas chatas que os idosos estão acostumados a fazer. Lisa, sua amiga, foi passar o verão em um acampamento, e apostou com Sarah quem conseguiria dar um beijo de língua em um garoto antes que o verão chegasse ao fim. 

Árvore genealógica do sétimo ano. Saudades de Simon. Um pai presente, mas ausente por conta do álcool. Encontrar um garoto que queira a beijar de língua. E o que mais intriga Sarah: os sinais da loucura. Que aos poucos, aparecem na garota, e a fazem pensar que o genes da loucura, está no sangue da família Nelson.

Sem muitos amigos, e tendo como melhor amiga, Planta, uma planta, Sarah se abre com seus diários, o de verdade, que esconde bem, onde escreve seus pensamentos verdadeiros, sobre como e quando vai ficar louca, como a mãe, e o falso, que deixa fácil de ser encontrado, onde escreve coisas normais, para que, caso alguém leia, pense que ela é uma garota normal. E não a filha louca, da mulher louca. 

Opinião/Conclusão sobre o livro:

"É isso que sou. Uma cripta de segredos. Eles se agitam dentro do meu peito como pássaros engaiolados que querem fugir, mas têm medo de voar."

A autora conseguiu criar uma simplicidade na narrativa de Sarah, uma pureza. Hoje em dia, não é tão fácil encontrar uma criança de doze anos pura, com pensamentos puros, como o de Sarah, o que, já me encantou. Recheado de boas citações, e também referências à Harry Potter (a autora já me ganhou aí!), o livro é todo fácil de ler, e o motivo para que tenha demorado tanto para ler não é que ele estava ruim, mas sim por estar tão bem que, não queria terminá-lo. Estava mesmo precisando de um livro desses, calmo, sem um final que me destruísse, porque não tenho mais o que ser destruído, então, amei. Recomendo para quem gosta de livros narrados por crianças, e também, em cartas, já que, algumas vezes no livro, Sarah escreve algumas cartas, o que é bem legal. 

O livro me encantou, e me faz lembrar um pouco da minha infância, o que é ainda melhor.
Ele não é muito grande, e pode ser lido em poucas horas, já que tem uma escrita tão envolvente que é mais fácil de ser lido.

Nota do livro: 4/5


Dados do livro:

Autora: Karen Harrington.
Editora: Íntrinseca (no Brasil).
Número de páginas: 254.

É isso, galera.
Espero que tenham gostado, e que te incentivem a ler o livro, já que é um livro muito "fofo", mas ao mesmo tempo, envolve coisas que não são difíceis de encontrar, por exemplo, um pai que não cuida do livro, por estar ocupado demais enchendo a cara. Entendem? Só leiam, irão gostar.


Com carinho,
Weasleyzinho.

8 comentários:

  1. Amei o livro e amei a resenha. Sou seu fã 😃

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    1. O livro é real ente muito bom, e obrigado ao quadrado.

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  2. Oi, Edu
    Já tinha visto esse livro em promoções mas nunca tinha prestado muita atenção, mas parece ser muito interessante. Amo livros narrados por crianças/pré-adolescentes mas que não são, necessariamente, para pessoas dessa faixa etária. Você já leu O Menino do Pijama Listrado do John Boyne? É um dos meus favoritos!
    Fiquei com pena da garota, não deve ser fácil... E depois de tudo o que ela passou ainda tem que aguentar o pai bêbado... Fiquei com vontade de, daqui, dar um chacoalho nele! Haha
    Vou anotar aqui e ir atrás do livro, porque fiquei, realmente, muito curiosa! *-*
    Beijos!

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    1. Oi, Carla. Ainda não li O menino do pijama listrado, mas quero muito, e não só esse, quero todos do autor, que não sei por qual motivo, me chama muita atenção. Espero que possa ler logo Claros Sinais de Loucura, e assim como eu, se apaixonar por Sarah. Abraços, bjs!

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  3. Oi Edu, adorei sua resenha. Sempre tive duvidas se lia ou não este livro e com sua resenha me decidi, já quero para mim.
    Beijos

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    1. Oi Isa, obrigado. Que bom que minha resenha tirou essa sua dúvida, realmente deve ler, é maravilhosinho. Beijos.

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  4. Ok, preciso ler esse livro. Preciso muito!!!!!
    Parabéns pela resenha :)

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  5. Ok, preciso ler esse livro. Preciso muito!!!!!
    Parabéns pela resenha :)

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